Less is more!

Publicado por bemd
22 de janeiro de 2013

Muitos de nossos clientes já devem ter ouvido a equipe bemd defender algum projeto com o argumento acima. Sim, muitas vezes menos é mais! Quem eternizou esta frase foi Ludwig Mies Van der Rohe, arquiteto alemão racionalista eternizado por suas criações no século XX. O racionalismo (também chamado de funcionalismo) seguia diversos princípios como ordem, claridade, simetria, lógica e simplicidade.

Bom, mas onde isso se encaixa na vida real?

Muitas vezes, em um anúncio impresso ou uma embalagem, nosso briefing solicita que muitas informações sejam incluídas – e todas são importantes para o nosso cliente. Nosso primeiro trabalho é analisar qual a ordem de importância entre elas (dos pontos de vista do usuário, da lei e do marketing) para, assim, escolher o que deverá ser destacado no projeto. Não podemos destacar tudo, caso contrário nada aparece, aí já dá para entender o que o ditado prega, certo?

Um dos princípios universais do design “A forma segue a função” foi consumado por outro arquiteto racionalista, Louis Sullivan. No contexto projetual é de extremo bom senso seguir este princípio, libertando o projetista de uma possível miopia na geração das alternaivas. O “belo” no design resulta da pureza da função, ou deveria resultar, contrariando muitos projetos absurdos que vemos executados pelo mundo.

Entretanto, temos que tomar cuidado ao usar os princípios racionalistas para não desumanizarmos os projetos, limpando demais e deletando pontos importantes, apenas para conseguir um apelo estético mais limpo, sem poluição visual.

Como tudo na vida, existe um outro lado. Mesmo aquilo que é bom, quando é demais, não faz bem. O equilíbrio é o ponto ideal, o desafio é encontrá-lo.

Podemos acabar este assunto com mais uma frase de Mies Van der Rohe: “Deus está nos detalhes!”

Falando a mesma língua

Zona de não interferência: uma logomarca bem projetada possui em suas regras de utilização uma zona de não interferência. Nada pode ultrapassar esta zona para não competir visualmente com a logomarca.

Respiro visual: uma peça gráfica precisa de zonas que não tenham elementos visuais ou textuais para que os elementos que existam consigam aparecer.

Hierarquia de necessidades: para um design ser bem sucedido, é necessário atender às necessidades básicas das pessoas antes de atender necessidades supérfluas.

Agrupamento: conjuntos de elementos relacionados mediante hierarquia de informação, levando em consideração critérios como proximidade, semelhança, continuidade e simetria.

Categorias: Design Gráfico ,Identidade Visual ,Marketing

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